BH in SOLOS // 2013

A primeira edição da BH in Solos – Mostra de Espetáculos Cênicos Individuais foi realizada na Esquyna – Espaço Coletivo Teatral, sede compartilhada entre os Grupos Teatro Invertido e Mayombe, e na ZAP 18 como parte do projeto Zap Trás. Entre trabalhos de larga trajetória e estreias, a mostra contou com oito espetáculos:

DESMONTAGEM CARA PRETA // Lenine Martins (Maldita Cia. de Investigação Teatral – Belo Horizonte/MG)

FOTO: Guto Muniz
FOTO: Guto Muniz

A Maldita comemorou 10 anos de (r)existência com apresentações de Cara Preta, a montagem de seu próximo espetáculo, e a realização de atividades de formação e diálogo com grupos. Neste encontro com a da ZAP 18 e comunidade, foi proposta uma aula-espetáculo do solo Cara Preta para compartilhar práticas e reflexões sobre os elementos de pesquisa da Maldita Cia, tais como a ocupação de espaços, a narrativa épico-dramática e o mascaramento. A partir de retratos sociais, Cara Preta aborda fragmentos narrativos que falam da negligência, criminalidade e sobrevivência humana.

Ficha técnica | Atuação: Lenine Martins / Direção: Amaury Borges / Roteiro: Lenine Martins / Iluminação: Amaury Borges, Felipe Cosse e Juliano Coelho / Trilha sonora: Admar Fernandes e Sérgio Andrade / Vozes e manipulação de objetos: Elba Rocha e Fernando Barcellos / Máscaras: Lenine Martins / Figurino, concepção e produção: Maldita Cia.

MIRADAS DO CAOS // Fernanda Preta (3º Corpo – Belo Horizonte/MG)

FOTO: Cecília Pederzoli
FOTO: Cecília Pederzoli

Miradas do Caos propõe a investigação do caos em relação a três planos: o social, do meio ambiente e do indivíduo. Esses registros relacionam-se, respectivamente, com o humano, com a “natureza” e com a psique. Porém, esses três estratos são como vasos comunicantes e, portanto, não é justo separar a ação sobre o socius daquela sobre o ambiente e sobre a psique. Sendo assim, a trilogia foi dividida com base nesses três estratos, sendo que a primeira parte da trilogia, Miradas do Caos I, concentra-se sobre o caos que atravessa as relações sociais.

Ficha técnica | Performer e dançarina: Fernanda Preta / Diretor de movimento: Paulo Chamone / Designer de interação e produção musical: Luiz Naveda / Produção visual: Julião Villas / Produção: Rafael Cambraia de Mendonça Vianna / Figurino: Luiz Cláudio Silva e Apartamento03 /Cenário e Iluminação: Wagner Braccini Freire /Fotografia: Cecília Pederzoli /Técnico de som: Túlio Valentim Castanheira

DE QUANDO BATE A SAUDADE // Robson Vieira (A Patela Cia de teatro & dança – Belo Horizonte/MG)

FOTO: Cecília Pederzoli
FOTO: Cecília Pederzoli

Emoções vividas por um indivíduo. Ser pai, filho e órfão ao mesmo tempo. Traduzir sensações através do corpo buscando a dança e o teatro como arte desse encontro. O espetáculo traz a cena uma história particular: a relação do intérprete criador com a morte do seu pai e o nascimento de seu filho. Essa história se cruza com os relatos apresentados pela platéia durante a apresentação. O trabalho é um convite a um mergulho nas relações pessoais e afetivas.

Ficha técnica | Intérprete Criador: Robson Vieira / Figurino: Adriano Borges / Trilha Sonora: Robson Vieira.

GET OUT! // Assis Benevenuto (Quatroloscinco Teatro do Comum – Belo Horizonte/MG)

FOTO: Guto Muniz
FOTO: Guto Muniz

Com o pretexto de falar sobre um homem com pânico de embarcar num voo, a peça é um convite ao público para rever conceitos sociais, de relação entre o ser, até mesmo artísticos. Get Out! tem uma dramaturgia contemporânea que está atenta ao discurso e às formas do nosso tempo. Mas o que interessa é chamar a atenção às limitações as quais sempre esbarramos, num mundo repleto de acontecimentos que nos escapam. Até que ponto, por exemplo, conseguimos abrir os poros para ampliar nossos campos de percepção e experiência? Get Out! é a primeira experiência do grupo em realizar, conceber dentro de sua estrutura, um trabalho que tem suporte da companhia, mas é um voo mais arriscado de um dos nossos integrantes.

Ficha técnica | Direção, atuação, dramaturgia e trilha: Assis Benevenuto / Assistência de direção: Marcos Coletta / Cenário: Daniel Hertel / Figurino: Mariana Blanco / Criação de luz: Marina Arthuzzi / Projeção: Laboratório Filmes

O ANO EM QUE VIREI ADULTO // Gustavo Falabella Rocha (ZAP 18 – Belo Horizonte/MG)

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A saga de Dominic para se transformar em um jogador de beisebol é o enredo que conduz a história de “O ano em que virei adulto”. Os sonhos do rapaz na virada dos seus dezoito anos – idade decisiva na vida – são o que conduzem a narrativa do livro “1933 foi um ano ruim” de John Fante, no qual o espetáculo se inspira. À riqueza e a agilidade das linhas de Fante se juntam as histórias pessoais do único ator em cena: Gustavo Falabella Rocha. Também ele já teve seus sonhos. Já quis ser jogador de futebol, já foi apaixonado por uma garota que não o correspondia e outras várias pequenas facetas e histórias que são comuns a quase todos no processo de “se tornar adulto”.

Ficha Técnica | Atuação: Gustavo Falabella Rocha / Direção: Cida Falabella / Dramaturgia: Cida Falabella e Gustavo Falabella Rocha com a colaboração de Juarez Dias e Thiago Pereira / Trilha sonora: Thiago Pereira / Figurino: Luna Falabella / Cenário: Gustavo Falabella Rocha / Iluminação: Tainá Rosa e José Reis

APARECEU A MARGARIDA // Michelle Ferreira (Flores de Jorge Cia Cênica – Belo Horizonte/MG)

FOTO: Guto Muniz
FOTO: Guto Muniz

Obra conhecida do escritor Roberto Athayde, Apareceu a Margarida foi escrita durante a ditadura militar e o despotismo de sua personagem principal é uma metáfora para se falar das várias instâncias do poder, de todo regime de dominação tendo a sala de aula como microcosmo dessa sociedade disciplina. O espetáculo é a segunda montagem da Flores de Jorge Cia Cênica e teve sua estreia em 2010.

Ficha Técnica | Adaptação do texto: Camilo Lélis e Michelle Ferreira / Direção: Camilo Lélis / Elenco: Michelle Ferreira / Cenário, adereços e projeto gráfico: Tiago Almeida / Figurino: Iasmin Marques /Iluminação: Marina Arthuzzi e Wellington Santos.

ROBISON // Dimitrius Possidônio (Pequeno Mamute Capitão Amável – Belo Horizonte/MG)

O espetáculo surge a partir de uma pesquisa entorno dos princípios da dramaturgia do corpo. O estudo desses elementos se deu através de improvisações feitas pelo ator com objetos inanimados e imitações de imagens pictóricas e pessoas. Além da observação e relação com pessoas que transitam ou habitam o ‘baixo centro’ de Belo Horizonte (Praça da Estação, Rua Guaicurus, Rua Aarão Reis etc.)

Ficha Técnica | Direção: Francis Severino / Atuação: Dimitrius Possidônio / Dramaturgia: Pequeno Mamute Capitão Amável (PMCA) com a colaboração de Leo Souza / Figurino: Lira Ribas / Iluminação: Jésus Lataliza e Bruno Santanna / Música: Ricardo Garcia

[GAVETA] // Camila Morena da Luz (Belo Horizonte/MG)

FOTO: Ethel Braga
FOTO: Ethel Braga

Quantas ambiguidades se pode cometer em um mesmo tempo-corpo-espaço? Este solo é uma experimentação cênica construída a partir de memórias e fantasias de uma mulher que questiona a sua própria condição de ser-no-mundo. É possível viver sem caber em gavetas?

Ficha Técnica | Concepção e atuação: Camila Morena da Luz / Direção: Joaquim Elias / Dramaturgia: Jonathan Andrade / ₢enografia: Joaquim Elias e Rogério Alves / Confecção de objetos e adereços: Rogério Alves/ Iluminação: Wellington Santos/figurino: Camila Morena